Honrando a tradição do perfeccionismo suíço

Canil zum Zurichsee         

A raça com cauda

Em Junho de 1998 foi definitivamente abolido o corte de cauda na Alemanha. Houve muitas críticas por parte de criadores alemães, porém no padrão da raça, atualmente consta a cauda como parte da estrutura e como tal também deve ser penalizada se não portada adequadamente.

Dinamicamente falando, o filhote com cauda se movimenta mais rápido, mais cedo, oferecendo ao filhote o equilíbrio do prolongamento de sua coluna vertebral que não foi amputada.

Para analisarmos a falta de temperamento ou o bom temperamento, a cauda é um prato cheio. Cheio de vida!!! Cheio de medo!!!

Enfim, o porte de cauda oferece, em exposições sobretudo, uma série de atitudes desejáveis e indesejáveis que deveriam ajudar a criadores sensatos e juizes a eliminar ou escolher determinados cães em pista ou na criação.

A cauda no novo Standard, prolonga de forma natural o dorso, e deve ser portada ligeiramente para baixo. Baseado nos países escandinavos, onde há mais de 10 anos que a lei que proíbe mutilações está em vigor, a cauda em posição de descanso, se mantém baixa, chegando quase até os jarretes. Ao movimentar-se ela sobe. O que não se deseja é uma cauda enrolada tipo akita. (último cão à direita, no gráfico)

Na movimentação, o balanço do cão não se modificou, nota-se porém, menos esforço por parte do cão ao andar, perdendo assim o seu costumeiro reboado.

Foi relevado durante o seminário de criação administrado em 2000 pelo Sr. Freigurg, na época diretor de criação da raça na Alemanha, que não faz sentido querer modificar a traseira do cão por causa da inserção da cauda numa raça que já tem como ponto fraco a traseira, sobrecarregando-a mais ainda como no caso do fila brasileiro, pouco angulado.

Por outro lado, vai se perder a relação entre o alcance do trem dianteiro e a passada traseira se rebaixarmos a garupa por causa do porte de cauda.